EM DIRETO
Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito no Médio Oriente

Trump. "Só eu e mais umas pessoas" sabem como estão negociações com Irão

Reportagem

Trump. "Só eu e mais umas pessoas" sabem como estão negociações com Irão

Donald Trump diz que só ele e algumas pessoas estão a par das negociações com o Irão e admitiu retomar a guerra, depois de o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, ter dito que vai eliminar "os abusos do inimigo nas vias navais" e garantir a segurança da região do Golfo. Acompanhamos aqui, ao minuto, o evoluir da guerra no Médio Oriente.

Graça Andrade Ramos, Joana Raposo Santos, Ana Sofia Rodrigues - RTP /

Foto: Jonathan Ernst - Reuters

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RTP /

Defesa aérea ativada em Teerão contra pequenas aeronaves e drones

Os sistemas de defesa aérea foram ativados na noite de quinta-feira contra pequenas aeronaves e drones no espaço aéreo de Teerão, informaram os meios de comunicação iranianos.

As agências de notícias Tasnim e Fars informaram que, de acordo com as informações disponíveis, os sistemas de defesa aérea foram ativados "para neutralizar pequenas aeronaves e drones de reconhecimento", sem fornecer mais detalhes.

Já tinham noticiado a ativação anteriormente, sem especificar se se tratava de um exercício de treino ou da neutralização de aeronaves hostis.

"O som das defesas aéreas cessou após aproximadamente 20 minutos de atividade e contra-ataques contra pequenas aeronaves", afirmaram, acrescentando que Teerão tinha regressado à "normalidade".
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RTP /

EUA pressionam para conversações diretas entre Netanyahu, de Israel, e Aoun, do Líbano

A Embaixada dos EUA em Beirute divulgou um comunicado a apelar a um “envolvimento direto” entre o Líbano e Israel, incluindo um encontro entre os respetivos líderes, facilitado por Trump.

Tal encontro entre o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou a Embaixada dos EUA, “daria ao Líbano a oportunidade de obter garantias concretas sobre a plena soberania, integridade territorial, fronteiras seguras, apoio humanitário e para a reconstrução, e a restauração completa da autoridade do Estado libanês sobre cada centímetro do seu território – garantida pelos Estados Unidos”.

“Os Estados Unidos estão prontos para apoiar o Líbano enquanto este aproveita esta oportunidade com confiança e sabedoria. O tempo da hesitação acabou”, acrescentou a Embaixada dos EUA.

A agência de notícias Reuters tinha noticiado anteriormente, citando vários responsáveis ​​libaneses, que Aoun tinha descartado conversar com Netanyahu num futuro próximo.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, afirmou ainda que o país não assinará qualquer acordo com Israel que não inclua a retirada total de Israel do território libanês.
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RTP /

Novos ataques de Israel fazem mais 15 mortos no Líbano

Um novo ataque israelita no sul do Líbano provocou hoje seis mortos, anunciou o Ministério da Saúde, elevando para pelo menos 15 o número de vítimas mortais em ataques de Israel ao longo do dia.  

A Agência Nacional de Notícias (ANI) libanesa precisou, por sua vez, que um `drone` israelita tinha atingido um grupo de pessoas "reunidas perto do cemitério" na localidade de Zebdine (sul), apesar do cessar-fogo em vigor desde 17 de abril.

O exército libanês declarou ainda que um dos seus militares e "vários membros da sua família" foram mortos num ataque que visou a sua residência, na região de Nabatiyé (sul).

Apesar do período de tréguas em vigor, prolongado até meados de maio, o exército israelita continua os ataques, principalmente no sul.

O porta-voz da força israelita publicou hoje avisos de retirada das populações de cerca de vinte localidades do sul e estabeleceu uma zona de 10 quilómetros delimitada por uma "linha amarela", proibida à imprensa e aos habitantes, na qual realiza operações de demolição.

O Presidente do Líbano, Joseph Aoun, denunciou em comunicado que "as violações israelitas persistem no sul apesar do cessar-fogo, assim como a demolição e o destruição de casas e locais de culto, enquanto o número de vítimas está a subir dia após dia".

"Devemos pressionar Israel a respeitar as leis e acordos internacionais e a deixar de atacar civis, trabalhadores de resgate, proteção civil, entidades humanitárias (...)", acrescentou Aoun.

Ataques mortíferos israelitas atingiram várias localidades no sul na manhã de hoje, incluindo localidades não incluídas nos avisos para a retirada das populações, segundo a ANI.

O Ministério da Saúde deu conta de pelo menos cinco mulheres e duas crianças entre os 15 mortos.

Israel diz que quer proteger a sua região norte de ataques do Hezbollah, movimento armado pró-Irão que continua a reivindicar ataques a posições israelitas no Líbano e, ocasionalmente, a Israel.

Segundo o acordo de cessar-fogo, Israel reserva-se o "direito de tomar, a qualquer momento, todas as medidas necessárias em legítima defesa contra ataques planeados, iminentes ou em curso".

A cláusula é contestada pelo Hezbollah, que através do deputado Ibrahim Moussawi a considerou "um precedente perigoso".

Lusa
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RTP /

Trump. "Só eu e mais umas pessoas" sabem como estão negociações com Irão

Durante uma conferência de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, esta quinta-feira. o presidente norte-americano foi questionado sobre se as negociações com o Irão tinham estagnado e se consideraria retomar a guerra. 

Donald Trump respondeu que, "na verdade, ninguém sabe como estão as negociações, exceto eu e mais algumas pessoas". 

"Eles [os iranianos] querem muito fechar um acordo”, acrescentou, mas “temos um problema porque ninguém sabe ao certo quem são os líderes”.

Sobre o eventual regresso da guerra, o presidente foi vago. “Não sei se precisamos [de a retomar]... Talvez precisemos”, admitiu.

A possibilidade de retirar as tropas norte-americanas de Itália e Espanha foi igualmente questionada, com Trump a responder “provavelmente”.

"Porque não o faria? A Itália não nos tem ajudado em nada, e a Espanha tem sido horrível, absolutamente horrível", acrescentou. "Quando precisamos deles, não estavam lá. Temos de nos lembrar disso", insistiu o chefe de Estado norte-americano.

Em relação à Alemanha, Trump considerou que o país está a fazer um "trabalho terrível", numa aparente referência ao chanceler alemão Friedrich Merz.

"Têm problemas de imigração, têm problemas de energia. Têm problemas de todos os tipos e têm um grande problema com a Ucrânia, porque estão envolvidos nesta confusão", enfatizou.

Trump, que tem manifestado repetidamente o seu descontentamento com a NATO por não cooperar com os Estados Unidos na guerra contra o Irão, anunciou na quarta-feira que a sua administração está a "estudar e a analisar a possível redução de tropas na Alemanha", uma decisão que considera agora alargar a outros países da Aliança Atlântica.

c/Lusa
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RTP /

Hegseth garante "compromisso inabalável" dos EUA para evitar mortes de civis

Questionado pelos senadores da Comissão de Serviços Armados, o secretário da Defesa dos EUA, sobre o que o Departamento de Defesa está a fazer para evitar mortes de civis no Irão, Pete Hegseth,afirmou que os EUA têm um “compromisso inabalável” de fazer mais do que outros países para evitar mortes de civis.

A questão foi provocada após um ataque no início da guerra que matou mais de 170 pessoas numa escola para raparigas.

Questionado sobre se o Pentágono ainda possui os recursos necessários para proteger os civis, Hegseth disse que tem “todos os recursos necessários” e que os humanos são mantidos informados quando a IA está envolvida em decisões militares.

A agência de notícias Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos EUA, afirma que 1.701 civis foram mortos na guerra EUA-Israel contra o Irão, incluindo pelo menos 254 crianças.
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RTP /

EAU proíbem viagens dos seus cidadãos para o Irão, Líbano e Iraque

Os Emirados Árabes Unidos proibiram os seus cidadãos de viajar para o Irão, Líbano e Iraque.

Instaram ainda os emiratis que se encontram actualmente nestes países a deixá-los imediatamente e a regressar a casa, citando os acontecimentos regionais, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros na quinta-feira.
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RTP /

Mundial 2026. Trump diz que "não há problema" com participação do Irão nos EUA

Donald Trump mostrou-se despreocupado com a decisão do presidente da FIFA, de reafirmar que o Irão participaria no Mundial de 2026 nos Estados Unidos, apesar da guerra no Médio Oriente.

"Se o Gianni (Infantino) disse isso, então não tenho problema", disse o presidente norte-americano aos jornalistas no Salão Oval da Casa Branca.

"Ele falou sobre isso. Eu disse-lhe: 'Faz o que quiseres. Podes tê-los. Não precisas de os ter'. Provavelmente têm uma boa equipa... É difícil de acreditar, na verdade, mas acho que devemos deixá-los jogar", acrescentou Trump.
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RTP /

Mundial 2026: Infantino reafirma que seleção iraniana jogará nos EUA

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, reafirmou esta quinta-feira que o Irão participará no Mundial de 2026 e disputará os seus três jogos da fase de grupos nos Estados Unidos, como planeado.

Infantino abriu o Congresso da FIFA em Vancouver, no Canadá, na quinta-feira, reiterando que a Seleção Iraniana estará presente no primeiro Campeonato do Mundo com 48 equipas, co-organizado pelos Estados Unidos, México e Canadá, de 11 de junho a 19 de julho, apesar da incerteza em torno do conflito no Médio Oriente.
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RTP /

Líder Supremo do Irão. Lugar dos EUA é no fundo do Golfo Pérsico

Donald Trump está a ponderar um regresso às "operações de combate em grande escala" contra o Irão.

O jornal online americano Axios noticiou que a hipótese está em cima da mesa para tentar pôr fim à guerra com o Irão e ultrapassar o impasse nas negociações.

O líder supremo iraniano respondeu e disse que irá eliminar os "abusos" no estreito de Ormuz, afirmando que o lugar dos Estados Unidos é no fundo do Golfo Pérsico.
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Irão diz que bloqueio naval dos EUA é "prolongamento das operações militares"

O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, descreveu na quinta-feira o bloqueio dos EUA aos portos do seu país, como "prolongamento das operações militares", apesar do cessar-fogo em vigor entre o Irão e os Estados Unidos.

"O que está a ser feito sob o pretexto de um bloqueio naval é uma continuação das operações militares contra um país que está a pagar o preço pela sua resistência e independência", escreveu Pezeshkian no X, acrescentando que a continuidade desta medida é "intolerável".
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Amnistia Internacional preocupada com ativistas da "Flotilha de Gaza"

Amnistia Internacional expressa sérias preocupações quanto à segurança dos cerca de 175 ativistas detidos arbitrariamente e que estão a ser transportados para Israel, depois de os seus navios terem sido abordados em águas internacionais perto da Grécia e de Israel ter bloqueado os seus canais de comunicação, impedindo-os de coordenar ou pedir ajuda.

Em 2025, a Amnistia Internacional documentou maus-tratos e abusos contra ativistas a bordo da Flotilha Global Sumud, detidos em outubro desse ano, após as forças militares israelitas terem intercetado os seus navios, incluindo privação de sono, negação de água potável e cuidados médicos.
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"Flotilha de Gaza". Israel anuncia que ativistas detidos serão levados para a Grécia

Os ativistas pró-Palestina da "Flotilha de Gaza", detidos ao largo da costa de Creta pelo exército israelita, serão levados para a Grécia, e não para Israel, anunciou esta quinta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita.

Foto: Nacho Doce - Reuters

As autoridades tinham inicialmente declarado que os 175 activistas detidos (211, segundo os organizadores da flotilha) em cerca de vinte embarcações, longe da costa israelita, estavam a caminho de Israel.

Mas "após um acordo com o governo grego, os civis transferidos dos navios da flotilha para uma embarcação israelita vão desembarcar na costa grega nas próximas horas", escreveu Gideon Saar no X.

"Agradecemos ao Governo grego a sua disponibilidade para acolher os participantes da flotilha", acrescentou.

As autoridades gregas ainda não se pronunciaram. Vários governos europeus com cidadãos entre os detidos reagiram nas últimas horas. 
Itália condena interceção "ilegal"

O gabinete da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, informou esta quinta-feira que o governo italiano exigiu a libertação imediata de todos os italianos que foram "detidos ilegalmente" na apreensão, por Israel, de navios de ajuda humanitária com destino a Gaza.

Israel intercetou as embarcações em águas internacionais perto da Grécia na noite de quarta-feira, uma ação que os organizadores - a Global SumudFlotilla - classificaram como um ato de pirataria contra barcos que transportavam ajuda humanitária para o enclave palestiniano devastado pela guerra.

Num comunicado conjunto, os ministérios dos Negócios Estrangeiros da Alemanha e da Itália afirmaram estar a acompanhar os acontecimentos com "profunda preocupação".

A declaração, que não mencionou Israel nominalmente, apelava ao "pleno respeito pelo direito internacional" e à abstenção de "ações irresponsáveis", acrescentando que os dois países estavam empenhados em garantir a segurança dos seus cidadãos.

Não foi divulgado o número de italianos ou alemães detidos.

O Governo de direita de Meloni tem sido um dos aliados mais próximos de Israel na Europa, mas nas últimas semanas tem criticado os ataques israelitas ao Líbano, que fizeram centenas de mortos e milhares de feridos.

No início deste mês, o governo suspendeu um acordo de cooperação em matéria de defesa com Israel devido aos acontecimentos no Médio Oriente.

Israel, que controla todo o acesso à Faixa de Gaza, nega ter retido mantimentos para os mais de dois milhões de habitantes e classificou os ocupantes dos barcos da flotilha como "agitadores em busca de atenção". 
Amnistia Internacional expressa preocupação

Amnistia Internacional expressa sérias preocupações quanto à segurança dos cerca de 175 ativistas detidos arbitrariamente e que estão a ser transportados para Israel, depois de os seus navios terem sido abordados em águas internacionais perto da Grécia e de Israel ter bloqueado os seus canais de comunicação, impedindo-os de coordenar ou pedir ajuda.

Em 2025, a Amnistia Internacional documentou maus-tratos e abusos contra ativistas a bordo da Flotilha Global Sumud, detidos em outubro desse ano, após as forças militares israelitas terem intercetado os seus navios, incluindo privação de sono, negação de água potável e cuidados médicos.
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RTP /

Itália condena interceção "ilegal" por Israel de flotilha de ajuda humanitária a Gaza

O gabinete da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, informou esta quinta-feira que o governo italiano exigiu a libertação imediata de todos os italianos que foram "detidos ilegalmente" na apreensão, por Israel, de navios de ajuda humanitária com destino a Gaza.

Israel intercetou as embarcações em águas internacionais perto da Grécia na noite de quarta-feira, uma ação que os organizadores - a Global SumudFlotilla - classificaram como um ato de pirataria contra barcos que transportavam ajuda humanitária para o enclave palestiniano devastado pela guerra.

Num comunicado conjunto, os ministérios dos Negócios Estrangeiros da Alemanha e da Itália afirmaram estar a acompanhar os acontecimentos com "profunda preocupação".

A declaração, que não mencionou Israel nominalmente, apelava ao "pleno respeito pelo direito internacional" e à abstenção de "ações irresponsáveis", acrescentando que os dois países estavam empenhados em garantir a segurança dos seus cidadãos.

Não foi divulgado o número de italianos ou alemães detidos.

O Governo de direita de Meloni tem sido um dos aliados mais próximos de Israel na Europa, mas nas últimas semanas tem criticado os ataques israelitas ao Líbano, que fizeram centenas de mortos e milhares de feridos.

No início deste mês, o governo suspendeu um acordo de cooperação em matéria de defesa com Israel devido aos acontecimentos no Médio Oriente.

Israel, que controla todo o acesso à Faixa de Gaza, nega ter retido mantimentos para os mais de 2 milhões de habitantes e classificou os ocupantes dos barcos da flotilha como "agitadores em busca de atenção".
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RTP /

EUA quer emprestar até 92,5 milhões de barris da Reserva Estratégica de Petróleo

A Administração Trump informou esta quinta-feira, que pretende emprestar até 92,5 milhões de barris de crude da Reserva Estratégica de Petróleo (SPR) a empresas de energia, com o objetivo de acalmar os mercados petrolíferos que dispararam devido à guerra com o Irão.

Os EUA concordaram em Março em emprestar 172 milhões de barris à SPR, no âmbito de um acordo mais vasto com mais de 30 países da Agência Internacional de Energia (AIE) para libertar cerca de 400 milhões de barris e ajudar a aliviar os mercados. 

Fatih Birol, responsável da AIE, afirmou que a guerra levou à pior interrupção no fornecimento da história. 

Até quinta-feira, os EUA ofereceram 126 milhões de barris de crude em três lotes, mas as empresas petrolíferas aceitaram menos de 80 milhões de barris, ou cerca de 63 por cento do que foi oferecido. A nova oferta, se for aceite na íntegra pelas companhias petrolíferas, cumpriria a meta dos EUA de emprestar 172 milhões de barris.

A subida vertiginosa dos preços do petróleo representa um risco para os correligionários republicanos do presidente Donald Trump nas eleições intercalares de novembro.

Mas os preços subiram apesar da exploração das reservas. 

Os preços globais do petróleo atingiram brevemente um máximo de quatro anos, ultrapassando os 126 dólares por barril na quinta-feira, devido às preocupações de que a guerra pudesse levar a uma interrupção prolongada do fornecimento do Médio Oriente.
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RTP /

Soldado israelita morto no sul do Líbano

O exército israelita anunciou na quinta-feira a morte "em combate" de um dos seus soldados no sul do Líbano, a quarta desde que o cessar-fogo com o movimento pró-iraniano Hezbollah entrou em vigor a 17 de abril.

O sargento Liem Ben Hemo, de 19 anos, "foi morto em ação no sul do Líbano", disse o exército em comunicado, acrescentando que outro soldado ficou ferido no mesmo incidente.

Esta última morte eleva para 17 o número de soldados israelitas mortos no Líbano desde 2 de março, quando o Hezbollah atacou Israel em retaliação pela morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei, morto em ataques aéreos israelitas e norte-americanos a 28 de fevereiro, de acordo com uma contagem da AFP baseada em dados do exército.

Um civil israelita que trabalhava para o exército na região também morreu durante este período.
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RTP /

Israel admite "agir novamente" contra o Irão

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou esta quinta-feira que o seu país pode "ter de agir novamente" contra o Irão, para evitar que este "se torne novamente uma ameaça para Israel".

Apesar de apoiar os "esforços" empreendidos com os Estados Unidos, "é possível que em breve tenhamos de voltar a agir para garantir a concretização destes objetivos", disse durante uma cerimónia militar.
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RTP /

Casa Branca estuda aumento da produção norte-americana de petróleo "muito em breve"

A administração Trump está a falar com as empresas petrolíferas e a considerar medidas para aumentar a produção nos Estados Unidos "muito em breve" para atenuar o impacto da guerra com o Irão no fornecimento de energia, disse o conselheiro económico da Casa Branca, Kevin Hassett.

"Estamos em constante comunicação com as empresas petrolíferas e a considerar medidas que poderíamos tomar aqui nos EUA para aumentar a produção americana muito em breve", disse Hassett aos jornalistas na Casa Branca.

"Há questões, regulamentos, que estão a causar entraves, como a rapidez com que os produtos podem ser libertados... e estamos a estudar isso, como podemos mudar estas questões, e temos falado com as empresas petrolíferas sobre isso", acrescentou.
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RTP /

ONU manifesta preocupação com estrangulamento da economia mundial

O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou esta quinta-feira a sua preocupação com o estrangulamento da economia mundial devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

"Estou muito preocupado com a restrição dos direitos e liberdades de navegação na zona do Estreito de Ormuz, que dificulta a distribuição de petróleo, gás, fertilizantes e outras matérias-primas essenciais (...) e estrangula a economia mundial", declarou.

"Tal como em qualquer conflito, toda a humanidade paga o preço, mesmo que alguns obtenham enormes lucros. O sofrimento irá sentir-se durante muito tempo", alertou, apelando a "todas as partes" para que deixem passar os navios.
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RTP /

Trump acusa chanceler alemão de "interferir com aqueles que estão a eliminar a ameaça nuclear do Irão"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou hoje as declarações do chanceler alemão, Friedrich Merz, sobre a escassez global de combustíveis e o bloqueio ao Estreito de Ormuz.

"O chanceler da Alemanha deveria dedicar mais tempo a pôr fim à guerra entre a Rússia e a Ucrânia (na qual tem sido totalmente ineficaz!) e a recuperar o seu país em crise, especialmente no que diz respeito à imigração e à energia, e menos tempo a interferir com aqueles que estão a eliminar a ameaça nuclear do Irão, tornando assim o mundo, incluindo a Alemanha, um lugar mais seguro!", escreveu na rede social Truth.
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RTP /

Merz diz que Alemanha dispõe de reservas suficientes de petróleo e gás mas alerta para a escassez global

O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que a Alemanha dispõe de reservas suficientes de petróleo e gás, mas que a escassez global levou o seu Governo a fazer todos os esforços diplomáticos possíveis para reabrir o Estreito de Ormuz.

"Ainda temos (...) reservas suficientes de petróleo e gás. Uma parte relativamente pequena do abastecimento destinado à Europa passa pelo Estreito de Ormuz. A maior parte provém de outras fontes", afirmou numa reunião na cidade de Salzwedel esta quinta-feira.

"No entanto, a escassez nos mercados globais é, naturalmente, também um sinal importante para a evolução dos preços aqui. Por isso, tudo está orientado, incluindo os meus próprios esforços, para dar todo o contributo possível à reabertura do Estreito de Ormuz", acrescentou.
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RTP /

Açores. Gasóleo vai subir 36 cêntimos e gasolina quase 22

Os empresários açorianos estão preocupados com o que aí vem. Já a partir de amanhã, o preço do gasóleo vai aumentar mais de 36 cêntimos e a gasolina sobe quase 22 cêntimos.

O presidente do Governo Regional manifesta preocupação com as consequências do aumento dos preços dos combustíveis nos Açores em maio. Bolieiro admite a disponibilidade do Executivo para tomar medidas.
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RTP /

Preço do petróleo registou a maior subida dos últimos quatro anos

O preço do petróleo atingiu o valor mais alto dos últimos quatro anos. Foi negociado ontem a 126 dólares. Mas hoje baixou ligeiramente ainda que se mantenha acima dos 120 dólares por barril.

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Cláudia Martins - RTP Antena 1 /

Gaza. Português a bordo de flotilha humanitária intercetada por Israel

A flotilha humanitária que se dirigia para Gaza com mais de mil ativistas foi abordada, na noite desta quarta-feira, perto da ilha grega de Creta. A Marinha israelita intercetou as embarcações e numa delas seguia o português Nuno Gomes. A mulher, Dora Lemos, descreveu o momento à Antena 1.

Foto: Orietta Scardino - EPA

Cláudia Martins - RTP Antena 1

A eurodeputada, Catarina Martins, condena publicamente esta ação de Israel, bem como o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Turquia, que considera que Israel cometeu um "ato de pirataria" e "violou os princípios humanitários e o direito internacional".

A Itália, através do gabinete da primeira-ministra Giorgia Meloni, vem a público exigir a libertação imediata de todos os italianos que foram "detidos ilegalmente".

Meloni insta também Israel a respeitar o direito internacional e a garantir a segurança das pessoas a bordo, não revelando quantos italianos foram detidos.

O antigo ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, acusa o governo grego de ser "cúmplice" ou "incapaz de defender" os mares da Grécia de Israel.
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RTP /

Irão avisa EUA que novo ataque provocaria regresso a conflito prolongado

Um alto responsável da Guarda Revolucionária do Irão afirmou hoje que qualquer ‌ataque dos EUA, mesmo que ‌limitado, dará início a "ataques longos e dolorosos" ⁠contra posições regionais dos EUA.

"Vimos o que aconteceu às vossas bases regionais, veremos a mesma coisa acontecer aos vossos navios de guerra", acrescentou o comandante da Força Aeroespacial, Majid Mousavi, de acordo com a Student News Network.

O responsável reagiu deste modo a uma reportagem da Axios que afirmava que as forças armadas dos EUA prepararam um plano para uma onda de ataques "curta e poderosa" contra o Irão.
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RTP /

Governo de Itália pede "libertação imediata" dos italianos que estavam a bordo da Flotilha de Gaza

"O governo italiano condena a apreensão das embarcações da flotilha (...) e exige a libertação imediata, pelo Governo israelita, de todos os italianos detidos ilegalmente", pode ler-se num comunicado oficial.

De acordo com Israel, aproximadamente 175 pessoas de mais de 20 barcos da flotilha foram detidas na última madrugada, embora as nacionalidades não sejam conhecidas.
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RTP /

TAP: Air France-KLM diz que conflito no Médio Oriente não altera, para já, valor da oferta

A Air France-KLM garante que o conflito no Médio Oriente não altera, para já, o valor da oferta que pretende apresentar pela TAP, apesar da pressão nos custos do combustível.

A garantia foi deixada hoje pelo presidente executivo do grupo franco-neerlandês, Benjamin Smith, durante uma conferência telefónica com jornalistas sobre os resultados do primeiro trimestre.

Questionado sobre se a guerra e a crise energética poderiam levar a Air France-KLM a rever a oferta pela companhia aérea portuguesa, nomeadamente em termos de valor, o gestor respondeu: "Nesta altura, não."

O setor da aviação atravessa um período de forte pressão, marcado pelo aumento dos custos do combustível devido ao conflito no Médio Oriente, por atrasos na entrega de aeronaves e pela incerteza geopolítica.

c/ Lusa
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Japão promete esforços diplomáticos para garantir passagem de navios pelo Estreito de Ormuz

A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, assegurou hoje que continuará a fazer todos os esforços diplomáticos para garantir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz. As declarações de Takaichi surgem após conversas telefónicas com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.
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Líder supremo do Irão promete eliminar "abusos do inimigo" no Estreito de Ormuz e garantir segurança no Golfo

O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, disse esta quinta-feira que um novo capítulo para o Golfo e o Estreito de Ormuz tem vindo a tomar forma desde que a guerra do Irão com os Estados Unidos e Israel eclodiu, a 28 de fevereiro.

"Hoje, dois meses após a maior mobilização militar e a agressão levadas a cabo pelos tiranos deste mundo na região, e após a derrota vergonhosa dos Estados Unidos, abre-se um novo capítulo", declarou o líder, que ficou ferido em ataques aéreos e não é visto em público desde a sua nomeação.

Teerão vai eliminar "os abusos do inimigo nas vias navais" e garantir a segurança da região do Golfo, garantiu numa mensagem escrita.

O líder supremo do Irão afirmou ainda que a nova gestão do Estreito de Ormuz "trará calma e progresso", assim como "benefícios económicos" a todos os países do Golfo.

Áudio: Cláudia Aguiar Rodrigues - RTP Antena 1

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Israel ordena residentes de oito cidades libanesas a abandonarem as suas casas

O Exército israelita ordenou aos residentes de oito cidades libanesas fora da "zona tampão" que abandonassem as suas casas imediatamente, antes da realização de novos ataques.
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RTP /

Mensagem do líder supremo Mojtaba khamenei será divulgada hoje

A imprensa estatal iraniana avançou que será publicada em breve uma mensagem do líder supremo, Mojtaba khamenei, por ocasião do Dia Nacional do Golfo Pérsico.
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Lituânia quer aderir à coligação dos EUA no Estreito de Ormuz

O presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, disse apoiar a adesão do seu país à missão dos EUA para a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, acrescentando que apresentaria a proposta ao conselho de defesa do Estado báltico.
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Líbano condena "violações persistentes" do cessar-fogo por parte de Israel

O presidente libanês, Joseph Aoun, condenou hoje as "violações persistentes" da trégua por parte de Israel, apelando a que se exerça "pressão" para que o direito internacional seja respeitado.

"As violações israelitas persistem no sul apesar do cessar-fogo, assim como a demolição de casas (...), enquanto o número de vítimas (...) aumenta", declarou, de acordo com um comunicado da Presidência.

"É preciso pressionar Israel para que respeite as leis e os acordos internacionais e pare de atacar civis e equipas de socorro", acrescentou.
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Ataques israelitas matam nove pessoas no sul do Líbano

Os ataques de Israel ao sul do Líbano esta manhã causaram a morte de pelo menos nove pessoas, segundo a libanesa Agência Nacional de Notícias (NNA).

Em Jebchit, três pessoas morreram e sete ficaram feridas num ataque que destruiu um edifício residencial. Na cidade de Toul, quatro pessoas morreram e seis ficaram feridas, tendo um edifício residencial ficado danificado. Na cidade de Harouf, duas pessoas morreram num ataque que destruiu uma casa.
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Presidente da COP31 pede para "acelerar a transição para as energias limpas"

O mundo deve "acelerar a transição para as energias limpas", exortou esta quinta-feira o presidente da COP31, Murat Kurum, por ocasião de uma conferência na Agência Internacional de Energia (AIE).

"Sabemos agora claramente que a economia mundial tem de mudar de modelo energético. E o passo mais crucial consiste em acelerar a transição para as energias limpas", afirmou Murat Kurum.
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Dia Nacional do Golfo Pérsico celebra expulsão de Portugal do Estreito de Ormuz

Esta quinta-feira assinala-se o Dia Nacional do Golfo Pérsico, que comemora a expulsão das forças coloniais portuguesas do Estreito de Ormuz no século XVII.

Numa entrevista à agência de notícias Mehr, o presidente do Irão, Masoud Pezeskhian, afirmou que esta via navegável é "um símbolo da resistência da grande nação iraniana".
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ONU considera uma ironia "guerra" dos combustíveis fósseis estar a favorecer renováveis

O secretário executivo da ONU para as alterações climáticas, Simon Stiell, considerou hoje uma "imensa ironia" que os que querem manter o mundo dependente dos combustíveis fósseis estejam, sem querer, a impulsionar as energias renováveis.

Simon Stiell falava em Paris, numa reunião de "diálogo de alto nível" sobre a transição energética organizado pela COP31, a próxima reunião da Organização Nações Unidas (ONU) sobre o clima, e a Agência Internacional de Energia (AIE).

Começando por fazer referência à guerra no Médio Oriente e às "terríveis perdas humanas", bem como aos problemas económicos mundiais que dela decorrem, assinalou que a crise dos combustíveis fósseis domina completamente a economia mundial, mas dessa tragédia surge uma "imensa ironia".

"Aqueles que lutaram para manter o mundo dependente dos combustíveis fósseis estão, sem o querer, a impulsionar o crescimento global das energias renováveis", disse, apontando o grande aumento do investimento em energia limpa e referindo que a geração de energia solar aumentou 600 terawatts-hora em 2024.

A crise do preço dos combustíveis fósseis tornou impossível ignorar "a lógica económica da energia renovável", que "não pode ser limitada por estreitos marítimos ou conflitos globais", afirmou Simon Stiell, apontando países como a Espanha ou o Paquistão, cujos investimentos nas energias renováveis os protegeram de alguns efeitos da crise atual.

Devido à crise dos combustíveis muitos governos estão a impulsionar planos de energias renováveis "a todo o vapor", como em França, onde o financiamento para a eletrificação está a duplicar. E a China, a Índia, a Indonésia, a Coreia do Sul, a Alemanha, o Reino Unido, entre outros, "deixaram claro que acelerar a transição para as energias renováveis é um pilar da segurança energética".

Simon Stiell salientou que este impulso deve ser aproveitado, para que dentro de dois anos, quando for feito um novo balanço mundial da ação climática (previsto no Acordo de Paris sobre o clima) os países estejam mais perto dos compromissos assumidos.

c/ Lusa
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RTP /

AIE reitera que mundo enfrenta a maior crise energética da história

O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, voltou a afirmar hoje que o mundo enfrenta a maior crise energética da história devido às perturbações causadas pelo conflito com o Irão.

"Os mercados do petróleo e do gás estão a atravessar grandes dificuldades. Da última vez que verifiquei, o preço do petróleo estava acima dos 120 dólares, o que está a exercer uma grande pressão sobre muitos países", afirmou Birol numa conferência em Paris.

"O nosso mundo enfrenta um grande desafio económico e energético", acrescentou.

Os preços do petróleo bruto Brent atingiram esta quinta-feira o valor mais alto dos últimos quatro anos, devido a receios de que a guerra no Irão possa agravar-se.
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RTP /

Sérvia prolonga proibição de exportação de combustíveis até junho para garantir abastecimento

A Sérvia vai prolongar por mais um mês a proibição de exportação de petróleo bruto e produtos petrolíferos, garantindo assim o abastecimento interno num contexto de perturbações globais.

A proibição estará em vigor até ao final de junho, afirmou a ministra da Energia, Dubravka Djedovic Handanovic, em comunicado.

A Sérvia irá também disponibilizar 30.000 toneladas métricas adicionais das suas reservas de gasóleo para o mercado local, enquanto os impostos especiais sobre o consumo de combustível foram reduzidos em 25% para evitar aumentos de preços, acrescentou.
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RTP /

Israel lança ataques contra várias cidades no sul do Líbano

Os ataques israelitas continuaram no sul do Líbano, com bombardeamentos de artilharia a atingirem as cidades de Zawtar al-Sharqiya, Yahmar al-Shaqif e Bayt al-Sayyad, segundo a Al Jazeera. Além disso, um drone israelita lançou um ataque contra a cidade de Srifa e um ataque aéreo teve como alvo a cidade de Toul.
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RTP /

PIB francês manteve-se estável no primeiro trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) da França manteve-se estável no primeiro trimestre, indicou esta quinta-feira o o instituto oficial de estatística do país numa primeira estimativa.

O valor é justificado por uma procura interna "anémica" e uma contribuição do comércio externo "fortemente negativa", mas ainda não está relacionado com a guerra no Irão.

A percentagem contraria as previsões do Banco de França, que há cerca de duas semanas previu que o crescimento poderia atingir "até 0,3%" no primeiro trimestre.
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RTP /

Servidores da Amazon indisponíveis no Bahrein devido a danos

A Amazon afirmou que os seus servidores no Bahrein foram afetados e que se encontram, neste momento, indisponíveis. A empresa acrescentou que as operações de faturação estão suspensas enquanto se procede à restauração das operações na região, o que poderá demorar vários meses.
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RTP /

Espanha mantém ritmo de crescimento económico apesar da guerra

A economia espanhola resistiu à agitação causada pela guerra e registou um crescimento de 0,6% no primeiro trimestre, em linha com as expectativas.

"A economia espanhola mantém o seu ritmo de crescimento num início de ano marcado pela guerra no Irão", afirmou o ministro da Economia, Carlos Cuerpo.
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RTP /

Fatura de combustível da Air France-KLM deverá aumentar em 2,4 mil milhões de dólares em 2026

A Air France-KLM prevê que as suas despesas com combustível aumentem 2,4 mil milhões de dólares este ano devido à perturbação do mercado energético causada pela guerra no Irão. A empresa reviu em baixa, esta quinta-feira, as suas perspetivas de capacidade.

O combustível para aviões representa mais de um terço dos custos da maioria das companhias aéreas.

"Embora o aumento dos preços do combustível ainda não se reflitam nos resultados que apresentamos hoje, espera-se que venham a pesar nos próximos trimestres", afirmou Ben Smith, diretor executivo da Air France-KLM, em comunicado.

A empresa indicou que o custo total do combustível deverá ascender a 9,3 mil milhões de dólares para o ano, dos quais 1,1 mil milhões de dólares corresponderão ao segundo trimestre.
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Lusa /

Autoridades israelitas detiveram 175 ativistas da Flotilha de Gaza

A Marinha israelita deteve hoje 175 ativistas da "Flotilha de Gaza" que se encontravam a bordo de 20 embarcações, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita.

Foto: YouTube

"Aproximadamente 175 ativistas de mais de 20 embarcações da flotilha estão neste momento a navegar pacificamente em direção a Israel", indicou o Ministério através das redes sociais indicando que os detidos tinham sido transferidos para navios de Israel.

Anteriormente, os organizadores da Flotilha Global Samud, que transporta ativistas que procuravam quebrar o bloqueio israelita à Faixa de Gaza, anunciaram que as embarcações tinham sido cercadas por navios de guerra israelitas enquanto navegavam ao largo da costa de Creta, Grécia.

De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, a flotilha foi intercetada pela Marinha de Guerra de Israel a cerca de 1.200 quilómetros da Faixa de Gaza. 

Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Itália solicitou informações às autoridades israelitas para esclarecer as circunstâncias da operação que danificou várias embarcações da Flotilha Global Sumud.

Um comunicado indicou que o ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália, António Tajani, instruiu as embaixadas de Roma em Telavive e em Atenas para recolherem informações junto das autoridades israelitas e gregas.

O objetivo, acrescentou o comunicado, é permitir ao Governo italiano "implementar as medidas necessárias para proteger os cidadãos italianos" que integram a flotilha.

A Flotilha Global Sumud navegava em direção à Faixa de Gaza e era composta por 58 embarcações.

As embarcações partiram no domingo do porto de Augusta no sul de Itália, com o objetivo de atravessar o Mediterrâneo e chegar à Faixa de Gaza para entregar ajuda humanitária à população palestiniana.

 

 

 

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RTP /

Presidente iraniano afirma que bloqueio naval norte-americano está "destinado ao fracasso"

O presidente iraniano afirmou esta quinta-feira que o bloqueio dos portos do seu país pelos Estados Unidos está "destinado ao fracasso" e que apenas vai agravar as perturbações no Golfo.

"Qualquer tentativa de impor um bloqueio marítimo é contrária às leis internacionais (...) e está condenada ao fracasso", afirmou Massoud Pezeshkian em comunicado, depois de um alto responsável da Casa Branca ter referido uma prorrogação desse bloqueio "durante vários meses".

O presidente iraniano considerou ainda que o bloqueio "não só não permite melhorar a segurança regional, como constitui uma fonte de tensão e uma perturbação da estabilidade a longo prazo do Golfo".
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RTP /

França pede à TotalEnergies que prolongue limites máximos de preços nas estações de serviço

O Governo francês solicitou que a gigante do petróleo e do gás TotalEnergies mantenha os seus limites máximos de preços nas estações de serviço do país para além do mês de abril.

"A Total estabeleceu em abril um limite máximo que está previsto terminar nos próximos dias. Solicitamos legitimamente à Total, tendo em conta os seus lucros e a difícil situação enfrentada pelos franceses, que prolongue esse limite", afirmou a ministra da Energia e porta-voz do Governo, Maud Bregeon, à TF1 TV.

A França dispõe de 100 milhões de barris em reservas estratégicas, acrescentou Bregeon, tendo sido libertados apenas 2% até ao momento, ao abrigo de um acordo com a Agência Internacional de Energia no mês passado.
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Lusa /

Lucros da Repsol dispararam 153,8% para 929 milhões de euros no 1.º trimestre

Os lucros da Repsol dispararam 153,8% no primeiro trimestre do ano, chegando aos 929 milhões de euros, impulsionados pelos ganhos de capital, que refletem o impacto da subida dos preços do petróleo bruto e produtos refinados.

Segundo os resultados da empresa comunicados à Comissão Nacional do Mercado de Valores Mobiliários (CNMV) da Espanha, o lucro líquido ajustado, que mede o desempenho dos negócios, atingiu 873 milhões de euros, um aumento de 56,7% em comparação com o primeiro trimestre de 2025, num contexto global volátil, particularmente após o início do conflito no Irão.

A Repsol indica que, sem ativos no Médio Oriente, está a concentrar os seus esforços em garantir a continuidade do fornecimento de energia, alocando 1.200 milhões de euros no trimestre para aumentar seus `stocks`.

No ano passado, o grupo petrolífero viu o seu lucro cair no primeiro trimestre, principalmente devido ao impacto da volatilidade dos preços sobre as suas margens de refinação.

"Num ambiente geopolítico cada vez mais complexo e volátil, que ameaça transformar o paradigma energético, permanecemos focados em garantir a segurança do abastecimento", afirmou o diretor executivo da Repsol, Josu Jon Imaz, num comunicado à imprensa.

As notícias sobre a empresa, com sede em Madrid e que opera em mais de 20 países, têm-se concentrado nas últimas semanas na sua posição na Venezuela, onde o grupo detém 50% do campo de gás natural `offshore` de Perla (um dos maiores da América Latina) e está envolvido em diversos projetos petrolíferos, em parceria com a gigante estatal venezuelana PDVSA.

A 16 de abril, a Repsol anunciou a assinatura de um acordo com o Governo venezuelano que lhe permitirá retomar o controlo operacional da sua `joint venture` Petroquiriquire, criada para operar campos de petróleo no leste da Venezuela.

A Repsol detém 40% da Petroquiriquire, enquanto a estatal PDVSA controla os restantes 60%.

O grupo espanhol indicou nas últimas semanas que está pronto para aumentar a sua produção de petróleo bruto na Venezuela em 50% num ano, e até mesmo triplicá-la, em três anos, caso as "condições necessárias" sejam atendidas.

A produção da Repsol no país ronda atualmente os 45.000 barris por dia, segundo dados da empresa.

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Grande Entrevista - RTP
RTP /

Paulo Rangel considera "ínfimo" uso norte-americano da Base das Lajes

O Governo português demarca-se de qualquer envolvimento no conflito com o Irão.

Na 'Grande Entrevista' da RTP, Paulo Rangel garantiu que Portugal não apoia nem subscreve as ações militares na região.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros aproveitou ainda para desvalorizar o atual papel estratégico da Base das Lajes, classificando a utilização norte-americana da infraestrutura açoriana como 'ínfima' e 'pouco relevante'.
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RTP /

EUA. Guerra no Irão já custou 21 mil milhões de euros

Em 60 dias, a guerra custou aos cofres norte-americanos, cerca de 21 mil milhões de euros.

O balanço, relativo a apenas dois meses de conflito, foi revelado pelo Subsecretário da Defesa com a pasta do orçamento.

Os números oficiais confirmam a enorme pressão financeira que a nova frente militar no Médio Oriente está a exercer sobre os Estados Unidos.
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RTP /

Preço do petróleo Brent atingiu os 126 dólares por barril

O preço do petróleo Brent, referência europeia, atingiu os 126 dólares por barril ao início da manhã de hoje, o seu valor mais elevado desde 2022 devido à invasão da Ucrânia pela Rússia.

O valor do petróleo subiu mais de 6% em relação ao dia anterior.

Depois de atingir este valor, e de acordo com os dados de mercado recolhidos pela agência de notícias espanhola EFE, pelas 05:00 GMT (06:00 em Lisboa) de hoje, o preço desceu nos contratos futuros do Brent para 124,1 dólares por barril.

Esta subida acontece no meio da paralisação das negociações entre os Estados Unidos e o Irão para um acordo de paz e enquanto o Estreito de Ormuz, passagem crucial para o comércio internacional de crude, continua bloqueado.

Antes do início da guerra, no final de fevereiro, o Brent negociava a cerca de 70 dólares por barril.

Os Estados Unidos mantêm o bloqueio aos portos iranianos, enquanto o Estreito de Ormuz continua fechado, o que pressiona os preços do petróleo em alta.

As tensões voltaram a aumentar na quarta-feira, assinalando 61 dias desde o início da ofensiva, depois de a República Islâmica ter ameaçado com "ações militares sem precedentes" caso os Estados Unidos não cessem as suas intervenções navais e desbloqueiem o Estreito de Ormuz.

As Forças Armadas dos EUA também informaram que bloquearam 42 navios que viajavam para ou de portos iranianos como parte do bloqueio desta rota marítima.

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RTP /

EUA negoceiam novo acordo com o regime de Teerão

Donald Trump anunciou que estão em curso negociações para um novo acordo com o Irão, mas deixou um aviso severo a Teerão.

O Presidente dos Estados Unidos sublinhou que a capacidade nuclear iraniana é uma 'linha vermelha' intransigível para a Casa Branca.

Numa escalada de retórica, Trump voltou a elevar o tom das ameaças, garantindo que haverá consequências caso a via diplomática não produza os resultados esperados em breve.
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Lusa /

Reino Unido e nove Estados europeus criam força naval complementar da NATO

A Marinha Real britânica anunciou na quarta-feira um acordo para criar uma força naval conjunta com nove países europeus "complementar" da NATO, para dissuadir futuras ameaças da Federação Russa a partir da "fronteira marítima aberta" a norte.

Damien Bye/UK MoD Crown Copyright/Handout via REUTERS

"Passamos das palavras à ação. Uma Marinha Híbrida. Aliados do Norte. Dissuasão real no Ártico e Atlântico Norte em apoio da NATO. Na semana passada, todos os Estados da Força Expedicionária Conjunta assinaram uma declaração de intenções comprometendo-se a elaborar propostas detalhadas", indicou nas suas redes sociais.

O chefe da Marinha, o general Gwyn Jenkins, fez mesmo assim o anúncio, em discurso recolhido pelo The Guardian, apesar de o acordo ter sido feito na semana passada.

O acordo inclui, além do Reino Unido, a Dinamarca, a Estónia, a Finlândia, a Islândia, a Letónia, a Lituânia, a Suécia, a Noruega e os Países Baixos.

Jenkins revelou que as incursões russas nas águas britânicas aumentaram "quase um terço nos últimos dois anos".

 

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